sexta-feira, 28 de novembro de 2014
# 88
Por um momento deixei-me ser fraca, deixei que aquelas saudades momentâneas tirassem proveito da minha posição enfraquecida e do meu raciocínio empobrecido pelo álcool e enviei-te uma mensagem, curta e direta, a admitir o que sentia, saudades, tuas ou provavelmente do sentimento que tinhas por mim e do tempo que me dedicavas, saudades de quem éramos antes de eu começar a deteriorar o que te ligava a mim. Para minha surpresa, ou não, foi mútuo, e a conversa estagnou devido ao nosso estado crítico, mas prolongou-se por mais dois dias, e eu não fui forte para impedir que uma luzinha de esperança nascesse dentro de mim, tal como um pirilampo se desloca suavemente pelo ar transmitindo uma alegria inexplicável.
Para quê? Para voltar tudo ao normal depois e passar por breves momentos de solidão, solidão essa experimentada no tempo em que tudo se desfez. Não tinha dúvidas, mas mesmo que elas existissem inconscientemente, ficaram estagnadas. Espero que ultrapasses essa fase menos boa pela qual estás a passar, mas além de te ter eternamente um carinho, ficamos por aí.
A palavra princesa vai sempre fazer-me estremecer por me fazer relembrar quando me sussurravas ao ouvido.
Um obrigado D., da 'tua' Emily!
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